Esta semana até pensei em sofrer. Dei uma resvalada na melancolia, que resultou no versinho deprê de ontem — e olha que eu e a poesia não nos bicamos muito. Mas fiquei com preguiça.
Amigos, placebos emocionais. O que seria de mim sem eles? Não vou explicar agora o conceito por mim criado de placebo emocional, porque também estou com preguiça disso. Mas esta semana eles foram fundamentais.
E ainda recebi a visita de uma amiga, daquelas que você vê uma vez e já sabe que vai sempre fazer parte da sua vida, mesmo que não se encontrem nunca mais. Pensei tanto nela semana passada, e do nada me ligou pra me convidar pra participar de uma pesquisa muito legal, além de me mostrar o livro que está escrevendo e ilustrando. Encheu meus olhos de lágrimas várias vezes.
E me lembrou o que já tinha me dito da outra vez. A descida ao inferno está apenas começando. E não é que estou achando bom?
quinta-feira, 27 de março de 2008
quarta-feira, 26 de março de 2008
Vácuo
No meio de tantas palavras
Pulsa
Coisa que não se explica
Tensa
Palavras não bastam
Pra quem delas vive
Oca
Pulsa
Coisa que não se explica
Tensa
Palavras não bastam
Pra quem delas vive
Oca
BBB é cultura
Meu pai, que é uma pessoa mega antenada, hoje me contou que fez uma grande descoberta graças ao BBB. Ontem ele ficou sabendo que o Rafinha é emo. A gente até discutiu o conceito, e minha mãe e ele chegaram à conclusão de que o Rafinha não é tão emo assim. Para dar um exemplo, citei o último filme do Homem Aranha, em que o herói se transforma em Emo-Aranha. Não viram, mas entenderam o conceito.
Alô, dona Lizandra
É de manhã, vem o sol e com ele a ressaca. A gente perde a hora, mas não por muito tempo. Logo toca o telefone e é ela, a fofa representante da LBV. Não existe telemarketing mais infernal do que o da LBV. Dá um ódeo no fundo do nosso coraçãozinho. Especialmente porque as fofas ligam antes das nove da manhã, com aquela simpatia toda, te chamando de dona. E não basta a gente ter caído no conto da LBV uma vez, e aceitado dar uma contribuição mensal, que elas ligam agradecendo horrores e logo dão o bote: uma hora é o ovo de páscoa, outra o material escolar. E foi assim que eu acordei hoje.
Bebe na terça-feira, desgraçada, bebe e perde a hora da academia pra você ver. O castigo vem pelo telefone.
Bebe na terça-feira, desgraçada, bebe e perde a hora da academia pra você ver. O castigo vem pelo telefone.
segunda-feira, 24 de março de 2008
Final aberto
Toda vez que minha ex-sogra via um filme com final aberto, ela viajava no que tinha acontecido depois. Aí, se não ficava claro que o casal tinha ficado junto, ela dizia: "Ah, mas depois eles se encontraram e colocaram tudo em pratos limpos". Não, minha gente, final é aberto é final aberto. Serve pra aprender que nem tudo nessa vida tem explicação. E talvez seja melhor que não tenha mesmo.
Banho de água fria
Pesquisas científicas comprovam que banhos de água fria são muito benéficos à saúde. Têm o poder de reenergizar o corpo, fazendo o sangue circular mais rápido. E a água fria leva pensamentos e sentimentos inúteis, dando uma providencial congelada no cérebro. Tô saindo pra academia, esperando encontrar uma aula de artes marciais, podendo exercitar, assim, umas voadoras.
quarta-feira, 19 de março de 2008
Em prol do silêncio
Se tem uma coisa que acaba com um filme é uma trilha ruim. No Brasil, tenho a impressão de que quase todo diretor de cinema to be tem um amigo músico to be. Então quando o diretor vai fazer um filme, já está implícito que seu amigo vai fazer a música. Mesmo quando o filme não precisa de música alguma. O resultado costuma ser uma música incidental constante, irritante, especialmente nos curtas.
Ainda tem as trilhas que tentam cutucar a emoção do espectador, criando clima de novela. "Agora ri", diz a trilha. "Agora chora." É um alívio quando um filme tem músicas boas e os silêncios fundamentais. Uma das melhores trilhas de filme brasileiro pra mim é a do "Houve uma vez dois verões", do Jorge Furtado. Tem várias bandas gaúchas fazendo uns covers sensacionais. A do "Meu nome não é Johnny" é bacana também. E o filme tem silêncios, ufa.
Mas trilha ruim não é privilégio nosso. Ontem assisti "Simplesmente Martha", que é o filme original alemão que virou a versão americana "Sem reservas", com a Catherine Zeta-Jones. Jesus alado! Que música medonha! Começa um pianinho até que razoável que vira um solo de sax digno do Kenny G. Cada vez que o sax começava, dava um arrepio de vergonha alheia. O filme tem uma mão mais leve na direção, os atores são ótimos, a transição da personagem principal é mais sutil. Mas a trilha... de matar.
Vi "Sangue Negro", do PTA, no domingo e achei a trilha meio pesada. O começo do filme é sensacional, devem ser mais de 20 minutos sem nenhum diálogo. Aí a música funciona bem. E como o filme é do PTA, não é uma trilha convencional. Mas tem horas que fica alto demais, trágico demais. Fiquei reparando na imagem pra ver se teria a mesma força sem a música por trás. Acho que não teria não.
Ainda tem as trilhas que tentam cutucar a emoção do espectador, criando clima de novela. "Agora ri", diz a trilha. "Agora chora." É um alívio quando um filme tem músicas boas e os silêncios fundamentais. Uma das melhores trilhas de filme brasileiro pra mim é a do "Houve uma vez dois verões", do Jorge Furtado. Tem várias bandas gaúchas fazendo uns covers sensacionais. A do "Meu nome não é Johnny" é bacana também. E o filme tem silêncios, ufa.
Mas trilha ruim não é privilégio nosso. Ontem assisti "Simplesmente Martha", que é o filme original alemão que virou a versão americana "Sem reservas", com a Catherine Zeta-Jones. Jesus alado! Que música medonha! Começa um pianinho até que razoável que vira um solo de sax digno do Kenny G. Cada vez que o sax começava, dava um arrepio de vergonha alheia. O filme tem uma mão mais leve na direção, os atores são ótimos, a transição da personagem principal é mais sutil. Mas a trilha... de matar.
Vi "Sangue Negro", do PTA, no domingo e achei a trilha meio pesada. O começo do filme é sensacional, devem ser mais de 20 minutos sem nenhum diálogo. Aí a música funciona bem. E como o filme é do PTA, não é uma trilha convencional. Mas tem horas que fica alto demais, trágico demais. Fiquei reparando na imagem pra ver se teria a mesma força sem a música por trás. Acho que não teria não.
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