Apesar de hoje eu gostar mais de mim enquanto ser humano do que em qualquer outro momento da minha vida, toda vez que eu saio na balada eu penso que o ápice da mulher é dos 25 aos 28 anos. Que foi o meu, não tenho a menor dúvida. Hoje eu sei que todas aquelas certezas eram muito infantis, mas a vida era tão divertida e promissora!
A maioria das mulheres dessa idade que conheço é assim. Animadas e cheias de planos, ganham grana suficiente para se manter, têm namorados muito legais e a aparência de mulher jovem e cheia de gás. Não são mais menininhas, e por isso são lindas. Já reparou cada mulher linda dessa idade você encontra por aí?
Às vezes, sinto a maior saudade daquela eu, apesar de saber como ela era imatura, e até preconceituosa e cheia de si. E olha que nem gostava de Manoel de Barros, não conhecia os deuses nem Saturno, não tinha ido ao Pará, nem sabia cozinhar.
Não, não é meu aniversário de 60 anos. Mas a distância é tão grande que às vezes parece.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Too old to rock'n'roll and too young to die
Sábado à noite, uma festa rolando, eu aqui traduzindo meu livrinho de criação de filhos e fazendo mais uma experiência culinária com minha nova panela de pedra sabão. É, a idade bateu. Ontem saí pra balada depois de muito, muito tempo e na minha cabeça tocava a música do Jethro Tull. A diferença é que o velho rock'n'roller de cabelo comprido e Harley não tem muita noção de que a juventude passou e eu sei que não é exatamente de velhice meu caso, mas ai...
As pessoas passaram a vida tentando me convencer de que ficar sozinha em casa era bom, de que você precisa de um tempo consigo mesma e eu não acreditava de jeito nenhum. Dizia: Eu? Sozinha? Mas se eu nem me olho no espelho porque não vou com a minha cara, por que é que vou ficar sozinha?
Pois é, mas agora que eu descobri que é bom, me conta: o que é que eu vou fazer na balada? Ficar enfumaçada de cigarro, beber, não ganhar nem uma cantadinha porque a média de idade é 22 anos? Balada não combina com meu novo estilo natureba de ser. Não é que eu esteja reclusa, pelo contrário. Só esta semana saí quatro vezes com amigos, dois almoços, um boteco e uma balada. Mas declinei outras duas. E acabei de me lembrar que já tinha declinado outro convite para hoje por causa do aniversário que estou não indo...
Está muito difícil conciliar os convites com a saúde, o bolso e a minha própria companhia. Sem contar o trabalho e o meu surto atual pela cozinha. Bom, pode ser só uma fase. Mas se continuar, eu já peço desculpas antecipadas pelos canos que virão.
As pessoas passaram a vida tentando me convencer de que ficar sozinha em casa era bom, de que você precisa de um tempo consigo mesma e eu não acreditava de jeito nenhum. Dizia: Eu? Sozinha? Mas se eu nem me olho no espelho porque não vou com a minha cara, por que é que vou ficar sozinha?
Pois é, mas agora que eu descobri que é bom, me conta: o que é que eu vou fazer na balada? Ficar enfumaçada de cigarro, beber, não ganhar nem uma cantadinha porque a média de idade é 22 anos? Balada não combina com meu novo estilo natureba de ser. Não é que eu esteja reclusa, pelo contrário. Só esta semana saí quatro vezes com amigos, dois almoços, um boteco e uma balada. Mas declinei outras duas. E acabei de me lembrar que já tinha declinado outro convite para hoje por causa do aniversário que estou não indo...
Está muito difícil conciliar os convites com a saúde, o bolso e a minha própria companhia. Sem contar o trabalho e o meu surto atual pela cozinha. Bom, pode ser só uma fase. Mas se continuar, eu já peço desculpas antecipadas pelos canos que virão.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Just a perfect day
Uma hora eu quero fazer tudo e me comprometo com as pessoas, depois percebo que não dá pra preparar uma sopa e ir na balada e chegar cedo para estar em Diadema às 9h30 do dia seguinte. Daí fico em casa, preparo a sopa, não vou na balada, não conheço ninguém e continuo aqui solta na vala.
Fazer um milhão de coisas no mesmo dia só dá certo quando não se planeja nada. Sábado, por exemplo, foi um dos perfect days do jeito que eu gosto.
Fui com a Lu de manhã procurar uma panela de pedra sabão e garimpar coisas de cozinha na Paula Souza. Saímos cedo pra conhecer a rua dos equipamentos de cozinha e foi divertido. Achei a panela, pesada para cacete, linda de morrer.
Daí fomos comprar pão italiano na Padaria Ana Néri, e levei a Lu pra ver onde meu avô conheceu minha avó, fazendo footing no Largo do Cambuci. Na época não devia ter Casas Pernambucanas nem Bradesco, só o açougue do concorrente do meu avô, que minha avó dispensou porque achou que ia dar muito trabalho de lavar aquela roupa suja de sangue.
Aí fomos almoçar num vegetariano e comprar ingredientes no Mercado da Lapa, que eu também não conhecia. Bacana, bom tamanho, achamos coisas boas.
Já era hora, então, de encontrar a Cris pra ir no cinema. Deixei a Lu, peguei a Cris e fomos ver o Gondry. Saindo do cinema, a gente foi correndo até o Parque do Ibirapuera, porque ia ter uma observação da lua na frente do Planetário. O tempo tava ruim, então não dava pra ver, mas fizeram uma simulação lá dentro e pude conhecer as novas instalações depois da reforma. Ficou muito legal. Planetário é tudo de nerd, mas é ótemo!
Depois da apresentação, ainda eram novemeia então deu tempo de tomar uma cervex na Vila com amigos, e acabei voltando pra casa às 3 da matina. Ah, que legal...
Fazer um milhão de coisas no mesmo dia só dá certo quando não se planeja nada. Sábado, por exemplo, foi um dos perfect days do jeito que eu gosto.
Fui com a Lu de manhã procurar uma panela de pedra sabão e garimpar coisas de cozinha na Paula Souza. Saímos cedo pra conhecer a rua dos equipamentos de cozinha e foi divertido. Achei a panela, pesada para cacete, linda de morrer.
Daí fomos comprar pão italiano na Padaria Ana Néri, e levei a Lu pra ver onde meu avô conheceu minha avó, fazendo footing no Largo do Cambuci. Na época não devia ter Casas Pernambucanas nem Bradesco, só o açougue do concorrente do meu avô, que minha avó dispensou porque achou que ia dar muito trabalho de lavar aquela roupa suja de sangue.
Aí fomos almoçar num vegetariano e comprar ingredientes no Mercado da Lapa, que eu também não conhecia. Bacana, bom tamanho, achamos coisas boas.
Já era hora, então, de encontrar a Cris pra ir no cinema. Deixei a Lu, peguei a Cris e fomos ver o Gondry. Saindo do cinema, a gente foi correndo até o Parque do Ibirapuera, porque ia ter uma observação da lua na frente do Planetário. O tempo tava ruim, então não dava pra ver, mas fizeram uma simulação lá dentro e pude conhecer as novas instalações depois da reforma. Ficou muito legal. Planetário é tudo de nerd, mas é ótemo!
Depois da apresentação, ainda eram novemeia então deu tempo de tomar uma cervex na Vila com amigos, e acabei voltando pra casa às 3 da matina. Ah, que legal...
Mercúrio retrógrado
Diz a minha gurua astrológica Susan que quando mercúrio está retrógrado, o que quer que isso signifique, a gente aqui na Terra fica à mercê de problemas de comunicação e panes em equipamentos eletrônicos.
A Susan está coberta de razão, não tenho a menor dúvida. Segunda-feira chegamos no escritório e não tinha internet, daí desprogramou todos os ramais do telefone e o fax também. Só no outro dia na hora do almoço é que a gente conseguiu trabalhar. Hoje à tarde caiu uma árvore podre bem em frente ao escritório e levou embora a fiação elétrica e, provavelmente, o cabo da Net. Ruim mesmo foi para o dono do carro que estava ali e ficou totalmente detonado pela árvore. Deve até ter passado na TV, porque um helicóptero ficou ali em cima um tempão.
O engraçado é que em certas épocas alguns seres do passado resolvem rondar novamente sua vida. Dois casos mal resolvidos, um bom e outro mala, ressurgiram das trevas, do nada. Estou atribuindo ao planeta mensageiro. Vou começar a reparar melhor pra já deixar um amuleto contra assombração preparado.
A Susan está coberta de razão, não tenho a menor dúvida. Segunda-feira chegamos no escritório e não tinha internet, daí desprogramou todos os ramais do telefone e o fax também. Só no outro dia na hora do almoço é que a gente conseguiu trabalhar. Hoje à tarde caiu uma árvore podre bem em frente ao escritório e levou embora a fiação elétrica e, provavelmente, o cabo da Net. Ruim mesmo foi para o dono do carro que estava ali e ficou totalmente detonado pela árvore. Deve até ter passado na TV, porque um helicóptero ficou ali em cima um tempão.
O engraçado é que em certas épocas alguns seres do passado resolvem rondar novamente sua vida. Dois casos mal resolvidos, um bom e outro mala, ressurgiram das trevas, do nada. Estou atribuindo ao planeta mensageiro. Vou começar a reparar melhor pra já deixar um amuleto contra assombração preparado.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Borboletices
Voltando de Belém me dei ao desfrute de comprar três revistas, das poucas que hoje me interessam. Uma delas é a Bons Fluidos, quem me viu quem me vê. Tava lá a coluna do Rubem Alves, ele falando de borboletas. O texto me levou de volta ao Mangal das Garças, em Belém, onde tem um borboletário. Dá pra imaginar? Um lugar com vegetação própria, cercado de tela, para que você possa ver de perto várias espécies de borboletas da região, soltas, voejando daqui prali? Só vendo, que graça que é. Tem coisa mais delicada? E sai da lagarta, ninguém se esqueça, que a vida não é só moleza.
Meu nome é borboleta, Lysandra é uma espécie do sul da Europa Ocidental, ali pelo Mediterrâneo. Azul, azul.
Lysandra também foi mulher de Alexandre o Grande, diz a Wikipedia, sobre isso já prefiro não me posicionar. Me disse um professor de grego que o significado do nome é "a que liberta (lys) os homens (andro)". Disso até prefiro esquecer e continuar batendo minhas asinhas por aí.
O que eu vi no Marajó
Na hora em que a gente estava planejando a viagem, eu já sabia que ia adorar a ilha do Marajó. Veja que nome mais lindo. Marajó. Né?
Talvez alguém tivesse me falado de lá, mas não me lembro de nada específico. Tenho a impressão de que nasci sabendo. Sabia dos búfalos, da cerâmica marajoara. Mas não sabia de nada.
Começou com a pousada Casarão da Amazônia, que escolhi pela Internet e era exatamente o que estava imaginando. Novinha, tudo funcionando, piscina ótima, instalada numa casa antiga restaurada. E a melhor surpresa: Dona Rosa.
Dona Rosa trabalhava em casa de família e sempre adorou cozinhar. Contou pra gente que já fez mais de 20 cursos de culinária. Sempre que pode, corre pra Belém e inventa uma moda nova. Dona Rosa chegava na pousada pra preparar o café da manhã e lá ficava, na cozinha, até de noite, inventando biscoitos, treinando receitas.
Com os donos italianos da pousada, aprendeu a fazer macarrão em casa e logo no primeiro dia, depois de uma viagem de barco de três horas que nos deixou um caco, experimentamos a massa que parecia feita pela minha avó. À noite a pousada ainda tinha pizza feita em forno a lenha. Um luxo.
Noutro dia, fomos experimentar o restaurante da dona Dette. Um quintal cheio de árvores, todas elas plantadas pelo marido, seu Antonio. Depois da longa caminhada para chegar até lá, ele nos levou ao ateliê de um escultor local, enquanto a dona Dette preparava nossa carne de búfalo. Além de ter um colesterol baixíssimo, é mais macia que filé mignon. Por cima, uma grossa fatia de queijo do Marajó, branquinho como mussarela de búfala mas mais cremoso. Nham.
Seu Antonio viajou para o sul, conheceu São Paulo, quis abrir os horizontes, ele nos disse. Depois voltou, viu suas plantas crescerem no quintal e fincou raízes. Dona Dette, de Belém, não sai dali por nada. Passamos o almoço vendo revistas e prospectos, fotos dos três filhos do casal, que foram para a universidade em Belém e continuam ligados às tradições da terra.
Teve a Rosangela, figuraça, treinada no verbo turístico. "Isso aqui se faz com dente de jacaré, aquilo com dente de cobra. Quer ver a sucuri que eu tenho no congelador?" Claro que eu quis, adoro cobra. Veio um negócio cinzento e disforme numa gamela de barro. Comprei ali minha tartaruga cheia de histórias e promessas, chacoalhei, deixei na sala, tudo como a Rosangela mandou. O amuleto também tá guardado, "não pode perder nem quebrar". Que las hay, las hay...
E aquela loja de secos e molhados, hoje com quase nada de secos, piso de ladrilho hidráulico antigo? Uma mulher tranquilamente costurando patchwork e louca por um papo. Contou que aquelas xícaras de inspiração inglesa ela não vende, que a fábrica não faz mais. Vem um e pede, ela põe o preço lá em cima. Tem diferença, sabia? Não é qualquer cena azul que vem da Inglaterra. Umas são holandesas, tudo depende. Manja tudo, ela.
Daí teve o passeio na Fazenda São Jerônimo, da dona Jerônima - uma instituição paraense. Foi nessa fazenda que aconteceu aquele programa No Limite, mas isso não tem a menor importância. O que importa é toda aquela família - e seus desdobramentos mineiros e cariocas. Gentes de Soure espalhadas pelo sul, que nos mostraram o guará, o mangue, os caranguejos e até uma carcaça de boto, nossas esperanças à mercê dos urubus na praia. Conhecemos lá o jornalista Celso Fioravanti, um fanático pelo lugar, que passa suas férias na casa da dona Jerônima há 20 anos. Amigo da Neide Rigo, do blog Come-se, o que demonstra mais uma vez a pequenice do mundo.
Soure é isso, Soure está dentro da gente. Mas precisa ir lá pra descobrir.
Talvez alguém tivesse me falado de lá, mas não me lembro de nada específico. Tenho a impressão de que nasci sabendo. Sabia dos búfalos, da cerâmica marajoara. Mas não sabia de nada.
Começou com a pousada Casarão da Amazônia, que escolhi pela Internet e era exatamente o que estava imaginando. Novinha, tudo funcionando, piscina ótima, instalada numa casa antiga restaurada. E a melhor surpresa: Dona Rosa.
Dona Rosa trabalhava em casa de família e sempre adorou cozinhar. Contou pra gente que já fez mais de 20 cursos de culinária. Sempre que pode, corre pra Belém e inventa uma moda nova. Dona Rosa chegava na pousada pra preparar o café da manhã e lá ficava, na cozinha, até de noite, inventando biscoitos, treinando receitas.
Com os donos italianos da pousada, aprendeu a fazer macarrão em casa e logo no primeiro dia, depois de uma viagem de barco de três horas que nos deixou um caco, experimentamos a massa que parecia feita pela minha avó. À noite a pousada ainda tinha pizza feita em forno a lenha. Um luxo.
Noutro dia, fomos experimentar o restaurante da dona Dette. Um quintal cheio de árvores, todas elas plantadas pelo marido, seu Antonio. Depois da longa caminhada para chegar até lá, ele nos levou ao ateliê de um escultor local, enquanto a dona Dette preparava nossa carne de búfalo. Além de ter um colesterol baixíssimo, é mais macia que filé mignon. Por cima, uma grossa fatia de queijo do Marajó, branquinho como mussarela de búfala mas mais cremoso. Nham.
Seu Antonio viajou para o sul, conheceu São Paulo, quis abrir os horizontes, ele nos disse. Depois voltou, viu suas plantas crescerem no quintal e fincou raízes. Dona Dette, de Belém, não sai dali por nada. Passamos o almoço vendo revistas e prospectos, fotos dos três filhos do casal, que foram para a universidade em Belém e continuam ligados às tradições da terra.
Teve a Rosangela, figuraça, treinada no verbo turístico. "Isso aqui se faz com dente de jacaré, aquilo com dente de cobra. Quer ver a sucuri que eu tenho no congelador?" Claro que eu quis, adoro cobra. Veio um negócio cinzento e disforme numa gamela de barro. Comprei ali minha tartaruga cheia de histórias e promessas, chacoalhei, deixei na sala, tudo como a Rosangela mandou. O amuleto também tá guardado, "não pode perder nem quebrar". Que las hay, las hay...
E aquela loja de secos e molhados, hoje com quase nada de secos, piso de ladrilho hidráulico antigo? Uma mulher tranquilamente costurando patchwork e louca por um papo. Contou que aquelas xícaras de inspiração inglesa ela não vende, que a fábrica não faz mais. Vem um e pede, ela põe o preço lá em cima. Tem diferença, sabia? Não é qualquer cena azul que vem da Inglaterra. Umas são holandesas, tudo depende. Manja tudo, ela.
Daí teve o passeio na Fazenda São Jerônimo, da dona Jerônima - uma instituição paraense. Foi nessa fazenda que aconteceu aquele programa No Limite, mas isso não tem a menor importância. O que importa é toda aquela família - e seus desdobramentos mineiros e cariocas. Gentes de Soure espalhadas pelo sul, que nos mostraram o guará, o mangue, os caranguejos e até uma carcaça de boto, nossas esperanças à mercê dos urubus na praia. Conhecemos lá o jornalista Celso Fioravanti, um fanático pelo lugar, que passa suas férias na casa da dona Jerônima há 20 anos. Amigo da Neide Rigo, do blog Come-se, o que demonstra mais uma vez a pequenice do mundo.
Soure é isso, Soure está dentro da gente. Mas precisa ir lá pra descobrir.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Recuerdos de Belém
Se mais não houvesse para ver naquela terra, já seria possível escrever páginas sobre as pessoas que conhecemos em Belém do Pará. Não que as pessoas que perguntam "Belém? O que você foi fazer em Belém do Pará?" mereçam algum tipo de explicação, mas vamos começar do começo.
Ano passado fui para a Chapada dos Veadeiros, perto de Brasília, para fugir das praias lotadas e dos destinos tipicamente reveiônicos. Este ano a idéia era a mesma: conhecer algum lugar diferente do Brasil, com uma paisagem incrível, e fora do circuito. Eis que a Gol nos oferece uma passagem a preços acessíveis para Belém. Minha curiosidade já estava mais do que instigada pelas ótimas referências da Elis, da Karina e da Fernanda Sarmento, cada uma com suas experiências com as letras, a música e a arte - uma riqueza que por aqui poucos conhecem.
Lá fomos nós: 4 dias em Belém, 4 em Salinas e 4 na Ilha do Marajó. Paisagens, lugares, animais, vegetação são coisas que não se escreve. Fotos dão idéia mas é só na lembrança que tudo fica e dali não sai. Sem ver não se tem idéia do que é um guará vermelho com o verdume amazônico no fundo. Nem dos pratos, nem dos peixes, como é que se vive sem eles?
Mas de tudo o que mais me encantou foram as pessoas. Gentileza e dignidade. Amor à terra sem patriotada, atenção ao turista sem servilismo.
Pronto, gente, comecei.
Ano passado fui para a Chapada dos Veadeiros, perto de Brasília, para fugir das praias lotadas e dos destinos tipicamente reveiônicos. Este ano a idéia era a mesma: conhecer algum lugar diferente do Brasil, com uma paisagem incrível, e fora do circuito. Eis que a Gol nos oferece uma passagem a preços acessíveis para Belém. Minha curiosidade já estava mais do que instigada pelas ótimas referências da Elis, da Karina e da Fernanda Sarmento, cada uma com suas experiências com as letras, a música e a arte - uma riqueza que por aqui poucos conhecem.
Lá fomos nós: 4 dias em Belém, 4 em Salinas e 4 na Ilha do Marajó. Paisagens, lugares, animais, vegetação são coisas que não se escreve. Fotos dão idéia mas é só na lembrança que tudo fica e dali não sai. Sem ver não se tem idéia do que é um guará vermelho com o verdume amazônico no fundo. Nem dos pratos, nem dos peixes, como é que se vive sem eles?
Mas de tudo o que mais me encantou foram as pessoas. Gentileza e dignidade. Amor à terra sem patriotada, atenção ao turista sem servilismo.
Pronto, gente, comecei.
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