terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Jeitos cinematográficos de morrer 2
Existe outro jeito adorável de morrer que é sendo transpassada pelas garras de adamantium do Wolverine, como aconteceu com a Fênix no X-Men 3. Vi o filme de novo outro dia e confirmei que morreria assim facinho.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Coisas impublicáveis
Um dia desses meu médico homeopata vai me chamar de novo e pedir um orçamento de outro livro. Já editei o livro dele sobre Homeopatia. Mas suspeito que mais cedo ou mais tarde ele vai arrumar um jeito de ganhar dinheiro às minhas custas publicando um livro cômico com as anotações que ele toma nas minhas consultas.
Ora, quando me disseram que eu tinha que falar sobre a vida, o universo e tudo o mais nas consultas de homeopatia, levei a coisa a sério. Hoje fui lá e comecei a falar sobre tudo o que aconteceu desde a semana passada, que eu estava ótima mas fiquei triste, daí fiquei com dor de garganta e não sarei mais, que vi um filme triste e pratiquei meu esporte preferido no sábado a tarde inteira (choro convulso sem barreiras), e que ainda por cima o Corinthians foi rebaixado, outro motivo de tristeza. Ele anotou tudo. Vá saber o que vai fazer com isso.
Ora, quando me disseram que eu tinha que falar sobre a vida, o universo e tudo o mais nas consultas de homeopatia, levei a coisa a sério. Hoje fui lá e comecei a falar sobre tudo o que aconteceu desde a semana passada, que eu estava ótima mas fiquei triste, daí fiquei com dor de garganta e não sarei mais, que vi um filme triste e pratiquei meu esporte preferido no sábado a tarde inteira (choro convulso sem barreiras), e que ainda por cima o Corinthians foi rebaixado, outro motivo de tristeza. Ele anotou tudo. Vá saber o que vai fazer com isso.
domingo, 2 de dezembro de 2007
O belo e os vermes
Primeira fila, primeira cadeira: Paulo Vilhena. Em seguida, Lulu, eu e Raq. Para assistir um espetáculo de flamenco na nova escola onde a Raq está estudando. As duas, eu no meio, discutindo medicamentos para vermes, e a belezinha ali do lado, sozinho. Coisas hilárias que a gente vai poder contar até ficar velhinhas, muitas vezes. Já ando repetindo minhas histórias mais vezes do que as pessoas agüentam, imagina daqui a pouco.
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Ah, esqueci
Não comentei, aliás, que o livro dela de que mais gosto tem um sugestivo e reciclável título: "Ao homem que não me quis".
Sexta à noite com Ivana
Minha frenchmate ouve na sala um diálogo em japonês, estudando para a prova de proficiência. Eu, na cozinha, como o pão mais gostoso do mundo*, com um queijo estepe divino e chá inglês. Mas não é só em comidas maravilhosas que desconto a solidão que bateu. Deu tristeza? É hora de ler a Ivana de Arruda Leite, uma escritora que descobri recentemente, e com quem me identifiquei na hora. Já desci os dois livros que tenho dela da estante, entrei no blog enquanto a bateria aqui não acaba. Não agüentei, fui ligar a máquina na tomada pra poder continuar lendo. Conheço um monte de gente da turma dela, vou ter de dar uma de carepala como fiz com o Dani Umpi e falar com ela. Será que ela quer ser minha amiga?
* o pão mais gostoso do mundo é o ciabatta da Casa Santa Luzia.
* o pão mais gostoso do mundo é o ciabatta da Casa Santa Luzia.
O episódio Dani Umpi
Era uma vez eu em Buenos Aires, hospedada no albergue mais baladeiro do universo, conhecendo milhares de gringos legais e fuçando todas as livrarias possíveis e imagináveis. Numa antigona encontrei o tal "Tratado de Culinaria para Mujeres Tristes", que nunca mais saiu da minha cabeceira. E noutra um livro divertidíssimo, chamado "Sólo te Quiero como Amigo" (ahn, alguém já ouviu isso? teve um déja-vu?), de um escritor uruguaio chamado Dani Umpi.
Entre os tantos livros que comprei, veio esse também. Comecei e não parei nunca mais ler, rolando de rir. É sobre o fim de um romance de dois gays, que logo engatam em outros romances. Me diverti horrores e emprestei prum amigo que nunca tomou coragem de ler, temendo identificação imediata.
Eis que semana passada, esse mesmo amigo estava botando legendas nos filmes do MixBrasil e me convida para a festa de encerramento, que contaria com uma inédita performance de... Dani Umpi!!!! Como assim, minha gente? O fofo no Brasil?
Claro que nos abalamos para a festa no SescPompéia, com um penduricalho uruguaio que já conhecia o Dani (sublinho aqui a intimidade). Chegamos lá e começaram os perrengues. O guarda disse que a festa já andava pelo meio e que estava lotada. Mandamos o homem procurar nosso nome na lista, achou, ufa!
Chegamos lá e cantava minha ídola, fantástica, Angela Ro Ro. Fui falar com a Suzi, diretora do Mix, e eis que o show do moço já tinha acabado ages ago. NÃO! Mostrei o livro, fiz beicinho, e ela pediu pro produtor me levar no camarim onde estava Dani e ELKE MARAVILHA! Veja que privilégio, ainda vi a Elke lindona na minha frente. Me apresentei e logo mostrei o livro, pedi desculpas por não ter chegado a tempo do show, toda pobrinha. Ele ficou passado! Não acreditou que alguém no Brasil tivesse o livro. Mostrou pra todo mundo. E me deu autógrafos cheios de corações e o e-mail dele. E já trocamos vários e-mails felizes.
La la la la la
O Dani Umpi é meu amigo.
La la la la la
Entre os tantos livros que comprei, veio esse também. Comecei e não parei nunca mais ler, rolando de rir. É sobre o fim de um romance de dois gays, que logo engatam em outros romances. Me diverti horrores e emprestei prum amigo que nunca tomou coragem de ler, temendo identificação imediata.
Eis que semana passada, esse mesmo amigo estava botando legendas nos filmes do MixBrasil e me convida para a festa de encerramento, que contaria com uma inédita performance de... Dani Umpi!!!! Como assim, minha gente? O fofo no Brasil?
Claro que nos abalamos para a festa no SescPompéia, com um penduricalho uruguaio que já conhecia o Dani (sublinho aqui a intimidade). Chegamos lá e começaram os perrengues. O guarda disse que a festa já andava pelo meio e que estava lotada. Mandamos o homem procurar nosso nome na lista, achou, ufa!
Chegamos lá e cantava minha ídola, fantástica, Angela Ro Ro. Fui falar com a Suzi, diretora do Mix, e eis que o show do moço já tinha acabado ages ago. NÃO! Mostrei o livro, fiz beicinho, e ela pediu pro produtor me levar no camarim onde estava Dani e ELKE MARAVILHA! Veja que privilégio, ainda vi a Elke lindona na minha frente. Me apresentei e logo mostrei o livro, pedi desculpas por não ter chegado a tempo do show, toda pobrinha. Ele ficou passado! Não acreditou que alguém no Brasil tivesse o livro. Mostrou pra todo mundo. E me deu autógrafos cheios de corações e o e-mail dele. E já trocamos vários e-mails felizes.
La la la la la
O Dani Umpi é meu amigo.
La la la la la
Jeitos cinematográficos de morrer 1
Penso que a maneira mais fascinante de se morrer deve ser a do personagem de Tommy Lee Jones, em "Cowboys do Espaço". Para ela, dou o nome de "morrer na lua".
Adoro esse filme de Clint Eastwood, em que quatro antigos astronautas são chamados para dar uma consultoria à Nasa, que tem que resolver um pepino gigante envolvendo um satélite russo totalmente obsoleto. Os quatro velhinhos orgulhosos e metidaços dão um truque na chefia e conseguem ir eles mesmos pro espaço, já que tinham sido preteridos lá na década de 60. Enfim, o filme é divertidíssimo, tem o Clint, o Tommy Lee e também o Donald Sutherland e o James Garner.
Fato é que depois de todas as idas e vindas, Hawk, que é o personagem de Tommy Lee, tem que ir pra Lua, numa viagem sem volta. É um momento cruel, intenso, mas ao mesmo tempo de realização profunda. Tudo o que ele sempre quis foi pisar na Lua e é lá que ele vai ficar, para sempre, olhando a Terra de longe... Pode ter imagem mais linda para ser a sua última do que essa visão do espaço?
Adoro esse filme de Clint Eastwood, em que quatro antigos astronautas são chamados para dar uma consultoria à Nasa, que tem que resolver um pepino gigante envolvendo um satélite russo totalmente obsoleto. Os quatro velhinhos orgulhosos e metidaços dão um truque na chefia e conseguem ir eles mesmos pro espaço, já que tinham sido preteridos lá na década de 60. Enfim, o filme é divertidíssimo, tem o Clint, o Tommy Lee e também o Donald Sutherland e o James Garner.
Fato é que depois de todas as idas e vindas, Hawk, que é o personagem de Tommy Lee, tem que ir pra Lua, numa viagem sem volta. É um momento cruel, intenso, mas ao mesmo tempo de realização profunda. Tudo o que ele sempre quis foi pisar na Lua e é lá que ele vai ficar, para sempre, olhando a Terra de longe... Pode ter imagem mais linda para ser a sua última do que essa visão do espaço?
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